Se Deus quer a vocação, é Ele quem a sustenta

Ainda que o mundo mude, é possível permanecer fiel à vocação sacerdotal: esta foi a mensagem do Papa no último sábado, em um discurso espontâneo a cerca de 60 seminaristas, com quem teve um encontro na capela do seminário de Freiburg. Este era o único discurso, de todos os que o Pontífice pronunciou na sua viagem apostólica à Alemanha, que não foi escrito previamente.
Em resposta às inquietudes dos seminaristas, o Papa explicou qual é o significado do tempo que um aspirante a sacerdote passa no seminário. Para isso, tomou uma passagem do Evangelho de Marcos sobre a instituição dos Doze, que reflete uma dupla vontade de Jesus sobre seus discípulos: “estar com Ele” e “ser enviados” a uma missão. A contraposição entre ambas as vontades é só aparente, explicou o Papa aos jovens: “Como sacerdotes, devemos sair aos múltiplos caminhos nos quais os homens se encontram, para convidá-los ao seu banquete nupcial. Mas só podemos fazer isso permanecendo sempre junto a Ele”. “E aprender isso, esse sair, ser enviados, permanecendo junto a Ele, é – acho – precisamente o que temos de aprender no seminário.”
Outro dos elementos fundamentais do seminário, acrescentou Bento XVI, é “aprender a confiança” em Cristo, aprender a confiar-lhe a própria vocação: “Se Ele a quer realmente, então posso me confiar a Ele”. Se Cristo quer essa vocação, Ele não a deixará morrer, disse o Papa: “Se Ele me ama, então também me sustentará; na hora da tentação, na hora do perigo, estará presente e me dará pessoas, me mostrará caminhos, me sustentará”. O Papa sublinhou também dois outros aspectos da vida do seminário: o da importância de aprender a viver “com a Palavra” e o de aprender o que significa “ser Igreja”. Com relação ao primeiro aspecto, disse que a chave para poder escutar Cristo é “aprender a escutá-lo de verdade – na Palavra da Sagrada Escritura, na fé da Igreja, na liturgia da Igreja – e aprender o hoje em sua Palavra”. Se a pessoa vive com a Palavra, percebe que ela “não está longe, em absoluto, mas que é atualíssima, está presente agora, refere-se a mim e refere-se aos outros. E então aprendo também a explicá-la. Mas, para isso, é preciso um caminho constante com a Palavra de Deus”. Com relação a aprender a ser Igreja, o Papa sublinhou que somente no “nós” é possível crer em Cristo. “São Paulo escreveu que a fé vem da escuta, não da leitura. Precisa também da leitura, mas vem da escuta, isto é, da palavra vivente, das palavras que os outros me dirigem e que posso escutar; das palavras da Igreja através de todos os tempos, da palavra atual que esta me dirige por meio dos sacerdotes, bispos, irmãos e irmãs”, afirmou. “Nós somos Igreja: sejamos Igreja! Sejamos Igreja precisamente nesse abrir-nos e ir além de nós mesmos; sejamos Igreja junto aos outros.”
Por último, o Papa falou aos seminaristas sobre a importância do estudo e da boa formação. “Nosso mundo hoje é um mundo racionalista e condicionado pela cientificidade.” Diante disso, a fé “não é um mundo paralelo do sentimento, que nos permitimos além disso como um ‘plus’, mas é o que abraça o todo, lhe dá sentido, o interpreta e lhe dá também as diretrizes éticas interiores, para que seja compreendido e vivido frente a Deus e a partir de Deus”. Por isso, o Papa sublinhou a importância de “estar informados, compreender, ter a mente aberta, aprender”. Ainda que as modas filosóficas mudem, concluiu o Papa, “não é inútil aprender estas coisas, porque nelas também há elementos duradouros. E sobretudo, com isso aprendemos a julgar, a acompanhar mentalmente um raciocínio – e a fazê-lo de forma crítica – e aprendemos a fazer que, ao pensar, a luz de Deus nos ilumine e não se apague”. “Estudar é essencial: somente assim podemos enfrentar a nossa época e anunciar-lhe o logos da nossa fé”, acrescentou.
fonte: zenit.org

Acolher os novos carismas

O Papa Bento XVI instou os bispos nomeados durante o último ano a acolher os novos movimentos e carismas em suas dioceses, para ajudar os fiéis em seu caminho de santificação.

O Pontífice concedeu uma audiência aos bispos “recém-estreados” que, como todo ano, há uma década, participam de um curso de formação organizado pela Congregação para os Bispos e pela Congregação para as Igrejas Orientais, para ajudá-los em seu novo ministério.
Estes cursos foram inaugurados durante o pontificado de João Paulo II e se realizam no mês de setembro, com os bispos nomeados nos doze meses anteriores. Além disso, a visita a Roma supõe também um ato de adesão dos novos prelados ao Sucessor de Pedro.
O Papa Bento XVI, nesta ocasião, quis refletir sobre um aspecto do ministério episcopal: o de discernir e acolher os “dons do Espírito” que aparecem em suas dioceses “para a edificação da Igreja”.
Neste sentido, refletiu sobre a recente Jornada Mundial da Juventude de Madri, a qual, afirmou, “mostrou, mais uma vez, a fecundidade dos carismas na Igreja, concretamente hoje, e a unidade eclesial de todos os fiéis reunidos em torno do Papa e dos bispos”.
Esta vitalidade, disse, “reforça a obra de evangelização e a presença de Cristo no mundo. E vemos, podemos quase tocar, que o Espírito Santo, ainda hoje, está presente na Igreja, que cria carismas e unidade”.
O Pontífice instou os bispos a “acolher os carismas com gratidão”, recordando que o Espírito Santo “trabalha também hoje entre nós”, ao mesmo tempo com “o discernimento, que é próprio da missão do bispo”.
O bispo, explicou, tem como parte do seu ministério pastoral “o juízo sobre a autenticidade dos carismas e sobre seu exercício ordenado, sem extinguir o Espírito, mas examinando e levando em consideração o que é bom”.
“Isso me parece importante: por um lado, não extinguir, mas, por outro, distinguir, ordenar e levar em consideração, examinando. Por isso, deve estar sempre claro que nenhum carisma dispensa da referência e da submissão aos pastores da Igreja”, sublinhou.
Neste sentido, insistiu, ao acolher os novos carismas, “o bispo realiza um grande e precioso serviço ao sacerdócio dos fiéis e à vitalidade da Igreja, que resplandecerá como esposa do Senhor, revestida da santidade dos seus filhos”.
Exortou-os especialmente a alimentar o dom fundamental da filiação divina nos fiéis: “O essencial é que nos convertamos verdadeiramente em filhos e filhas no Filho. O Batismo, que constitui os homens em ‘filhos no Filho’ e em membros da Igreja, é raiz e fonte de todos os demais dons carismáticos”.
Sacerdócio ministerial e batismal
O Papa fez uma pequena reflexão sobre o sacerdócio ministerial, que os bispos têm em plenitude, e o sacerdócio comum dos fiéis, explicando que o primeiro “se coloca ao serviço do sacerdócio comum dos fiéis, do seu crescimento espiritual e da sua santidade”.
“O sacerdócio ministerial, como vocês sabem, tem o objetivo e a missão de dar vida ao sacerdócio dos fiéis, que, pelo Batismo, participam, da sua maneira, do único sacerdócio de Cristo”, explicou, reafirmando que estes são “essencialmente diferentes, não somente em grau”, e que “se ordenam um ao outro”.
Por esta razão, os bispos têm o dever de velar e agir para que os batizados possam crescer na graça e segundo os carismas que o Espírito Santo suscita em seus corações e suas comunidades”, sublinhou o Papa.
O bispo é “sinal visível da unidade da sua Igreja particular” e tem o “dever de unificar e harmonizar a diversidade carismática na unidade da Igreja, favorecendo a reciprocidade entre o sacerdócio hierárquico e o sacerdócio batismal”.
Fonte: http://www.zenit.org/

Papa indica amizade com Jesus como "programa de vida sacerdotal

A Santa Missa em comemoração aos 60 anos da Ordenação Sacerdotal de Bento XVI foi presidida pelo Pontífice na manhã desta quarta-feira, 29 de junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, na Basílica de São Pedro.


Ao longo da cerimônia, também houve a entrega do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos nomeados ao longo do último ano, entre os quais sete brasileiros.

O Papa centrou sua homilia entorno da expressão "Já não vos chamo servos, mas amigos" (cf. Jo 15, 15). Segundo o ordenamento litúrgico do tempo de sua Ordenação, essas palavras eram ditas pelo bispo ao final da cerimônia e significavam a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados.

"'Já não sois servos, mas amigos': nesta frase está encerrado o programa inteiro de uma vida sacerdotal", destacou. Ele disse que tal expressão gera uma grande alegria interior, mas, ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer o sacerdote sentir ao longo dos decênios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da bondade inexaurível de Deus.

"Senti-me impelido a dizer-vos uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o fato que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória", expressou.

A intolerância dos tolerantes

Hoje ser católico voltou a ser condição de risco e perseguição. Declarar-se a favor da família tradicional ou da família segundo o plano divino, a lei natural e o senso comum é motivo de expor-se ao terrorismo midiático que trata como preconceituoso e obscurantista quem não aceita moldes desajustados. Pensar em decoro, decência ou pudor por não falar de virtude de castidade é sinônimo de loucura e pode dar prisão se for aprovada a lei de homofobia. O totalitarismo do politicamente correto gerou nos países do ocidente uma legislação de pseudo direitos, exacerbados e individualistas que desagregou a sociedade, dissolvendo-a, incensando um Estado Babá, que pontifica o que é moral para os cidadãos.
O padrão de normalidade é dado pela anomalia ou pela desconstrução dos valores essenciais da humanidade. O que se almeja é uma sociedade consumista e robotizada com mentes programadas e dóceis, rumo a um neopaganismo hedonista. A tirania do prazer a qualquer preço traz um sabor amargo de violência, drogas e aniquilação da pessoa humana. Mas em todo este horizonte de confusão e esboroamento do bem comum, brilha a sabedoria divina como sinal de contradição.
O católico mais que nunca é convidado à santidade e ao martírio do testemunho coerente de vida que vence o mundo, e que é capaz de transformar a história gerando a civilização do amor, a cultura do dom e do dar-se. Uma vez mais devemos reafirmar esta convicção: Cristo e cada um de nós somos maioria absoluta e fazemos diferença no meio de uma massa teleguiada, que aprisionada numa gaiola de ouro materialista suspira pela verdadeira libertação.
 
+ Dom Roberto Francisco Ferrería PazBispo Auxiliar de Niterói

Novas Comunidades

Uma primavera para a Igreja

Em preparação ao encontro da vigília de Pentecostes, João Paulo II havia expressado o desejo de que um Congresso fosse organizado com os movimentos e as novas comunidades. Este Congresso aconteceu em Roma, de 27 a 29 de maio passado com o tema: Os movimentos eclesiais, comunhão e missão na vigília do terceiro milênio. Este Congresso foi um momento importante e permitiu melhor compreender o lugar dos movimentos e comunidades na Igreja. Eis porque lhe consagramos este dossier.

Foi a primeira vez que, por iniciativa da Santa Sé, tamanho encontro de responsáveis leigos foi organizado. Estes três dias, sob a presidência do Cardeal Francis Stafford, presidente do Conselho Pontifical para os leigos, foram tempo de reflexão, de troca e de comunhão que marcou profundamente o conjunto de 350 participantes vindos de 56 movimentos leigos.

O Congresso começou pela leitura de uma palavra do Santo Padre que dava imediatamente o tom: confiança, esperança e ação de graças pela obra do Espírito na Igreja, missão e comunhão. “Eu desejo, de todo coração, que vosso Congresso e o encontro de 30 de maio próximo na Praça de São Pedro possam revelar a fecundidade profunda de vossos movimentos no meio do povo de Deus que está a ponto de passar a soleira do terceiro milênio da era cristã”, nos assegurou João Paulo II. Depois de ter afirmado que “os movimentos representam um dos frutos mais significativos desta primavera da Igreja anunciada pelo Vaticano II”, o Papa continua: “A presença destes movimentos é encorajadora: ela nos demonstra que esta primavera avança e manifesta seu frescor de experiência cristã baseada em um encontro pessoal com o Cristo.”

Depois de se confessar feliz pela presença de delegados fraternos vindos de diferentes Igrejas Cristãs, o Santo Padre também insistiu na unidade: “Vós representais mais de cinqüenta movimentos e novas formas de vida comunitária que são a expressão de uma grande variedade de carismas, de métodos de educação, de modalidades, de finalidades apostólicas. Uma multiplicidade de experiências vividas na unidade de fé, de esperança, e de caridade na obediência a Cristo e aos Pastores da Igreja, vossa própria existência é um hino à unidade na diversidade querida pelo Espírito e que disso é testemunha.”

No fim de sua mensagem, o Papa introduziu o debate dando algumas linhas mestras, desenvolvidas, mais tarde, por diferentes intervenções: “Por diversas vezes eu tive ocasião de sublinhar que na Igreja não há oposição entre a dimensão institucional e a dimensão carismática da qual os movimentos são uma expressão significativa. As duas são co-essenciais à constituição divina desta Igreja fundada por Jesus, porque concorrem juntas para manifestar o ministério do Cristo e sua obra de salvação do mundo. Juntas elas podem renovar, cada uma à sua maneira, a autoconsciência da Igreja, que pode se definir como um movimento, porque ela é um evento, no tempo e no espaço, da missão do Filho, pela obra do Pai e pelo poder do Espírito.” Esta tomada de consciência de que a Igreja poderia se compreender de uma certa maneira como um movimento marcou o Congresso, tendo por conseqüência a certeza de que os movimentos e as novas comunidades não são realidades paralelas à Igreja mas, ao contrário, dela são oriundas e que recebem seu dinamismo do ímpeto missionário do qual a própria Igreja é depositária.

Cada um dos três dias do Congresso foi organizado em torno de uma problemática particular. O primeiro dia foi consagrado à reflexão teológica sobre o lugar dos movimentos na Igreja e os frutos que produziram. No segundo dia, diferentes representantes leigos delinearam as linhas mestras da contribuição dos movimentos à comunidade eclesial: evangelização, educação, cultura e trabalho, engajamento social, justiça e caridade, serviço à unidade e ao ecumenismo. O terceiro dia permitiu aos participantes que quisessem, dar seu testemunho.

Beato João Paulo II


Prezados irmãos e irmãs
No dia 02 de abril de 2005, véspera do 2º Domingo da Páscoa, o “Domingo da Divina Misericórdia”, o Papa João Paulo II, homem de Deus e da Igreja, homem simples do povo, entregou sua alma a Deus, após muitos sofrimentos físicos e depois de quase 27 anos à frente da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O lema que o Cardeal Woytila, de Cracóvia na Polônia, tinha escolhido era composto de duas palavras “totus tuus”, início de um hino de louvor e súplica à Santíssima Virgem Maria, a quem o Papa dedicara sua vida e a consagrou.
Todo teu sou, ó Maria! Assim ele viveu e, quando sofreu o atentado que quase o matou na Praça São Pedro, era 13 de maio, Nossa Senhora de Fátima, a quem o Papa atribuiu “a mão que desviou projétil” para que ele não morresse.
Quantos trabalhos e viagens pelo mundo! O Papa João Paulo II foi chamado “o Peregrino de Deus, o Peregrino da Paz”. A muitíssimos países, povos e nações visitou e a todos fazia ecoar as suas primeiras palavras na homilia do início do seu pontificado em outubro de 1978: “Abri as portas para o Senhor!”. E ele ainda reforçava “Abri as portas, ou melhor, escancarai as portas para o Senhor. Não tenhais medo de Jesus Cristo”.
João Paulo II, na sua primeira visita ao Brasil, foi recebido com o canto: “A bênção, João de Deus, nosso povo te abraça. Tu vens em missão de paz. Sê bem vindo e abençoa este povo que te ama. A bênção João de Deus”. E a cada vez que grupos de peregrinos ou mesmo nós, Bispos do Brasil, em Roma, cantávamos este refrão, João Paulo II parava e dirigia um sorriso ou um gesto carinhoso para aquele grupo no meio de tantos outros que o saudavam.
No ano de 2000, o ano do Grande Jubileu e do Perdão, o Papa convidou a todos para entrar no terceiro milênio da encarnação e nascimento de Jesus Cristo, com festas e solenidades, mas sem deixar de lembrar o perdão, a reconciliação com Deus e com os irmãos. Ele mesmo foi ao encontro dos judeus e colocou no muro do templo em Jerusalém o pedido de perdão e reconciliação de toda a Igreja. Convidou as religiões e igrejas cristãs ao encontro da paz e devoção em Assis, pondo em prática os documentos do Concílio Vaticano II, do qual era fiel sustentáculo e incentivador. Durante seu pontificado convidava a todos a buscar e a viver a santidade.
João Paulo II foi o homem da paz ao proclamar contra os que diziam que faziam a guerra em nome de Deus. Ele dizia “Guerra nunca mais! Eu o proclamo em nome da humanidade”. O único que poderia falar em nome de Deus não usurpou este direito e preferiu falar em nome das pessoas e dos pequeninos “Guerras nunca mais”.
No dia do seu sepultamento, juntou-se em Roma uma multidão de mais de quatro milhões de pessoas vindas de todas as partes do mundo. Era bela e inusitada a afluência de tantos jovens no enterro do velho papa.
Na frente da Basílica de São Pedro, junto ao corpo de João Paulo II, os Bispos, Sacerdotes, Religiosos e quantas autoridades de tantos países. Ele, ainda na sua morte, trouxe para junto de si governantes ou representantes de países que estavam em conflitos. O Papa morto ainda falava e ensinava a paz.
O povo aclamava “Santo Súbito”. Seja declarado Santo já, agora. Santo Imediatamente.
O cardeal que presidiu no dia 08 de abril de 2005 a missa Solene de Exéquias, Joseph Ratzinger, foi eleito o sucessor de João Paulo II com o nome de Bento XVI, e será ele, que ouviu a aclamação do povo, “Santo Súbito”, que neste domingo da Divina Misericórdia, 1º de maio de 2011, Dia do Trabalhador, proclamará Bem Aventurado, o Bispo da Santa Igreja, o Papa João Paulo II.
E nós, felizes e sinceros, na verdade da nossa fé, faremos ecoar por todo o mundo: Bem Aventurado João Paulo II.
Rogai por nós.
Amém! Aleluia!

'Um domingo sem Missa é uma semana sem Deus'

Essa frase, dita por São João Maria Vianey, representa uma verdade e um alerta para nós cristãos. Nesta terça-feira, 26, comemora-se o dia da primeira Missa no Brasil, um dos maiores países católicos do mundo. Celebrada pelo frade Henrique de Coimbra, em 1500, a Celebração Eucarística foi descrita por Pêro Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei de Portugal, D. Manuel I (1495-1521), dando conta da chegada de Pedro Álvares Cabral ao país recém-descoberto.
O momento encontra-se retratado em um quadro, chamado 'A primeira Missa no Brasil', uma das principais obras de Victor Meireles. A pintura, de 1860, tornou-se um ícone do descobrimento. É preciso lembrar, também, que Cabral trouxe consigo uma cruz e uma bela imagem de Nossa Senhora, prova de que o Brasil nasceu sob o sinal da Cruz e do Catolicismo.

Segundo padre Eliano Gonçalves, a Celebração Eucarística é a oração maior. “Precisamos despertar para o valor da Santa Missa. Ela é escola de vida, nos ensina a viver no mundo como cristãos, é epifania, manifestação de todos os mistérios de Cristo”, ensinou.
O sacerdote lembrou ainda que os católicos precisam abraçar esse mistério e amar a Eucaristia. “Temos que nos comprometer com a vida nova que a celebração nos convida. Pela Missa, Cristo está conosco, nos alimenta e nos fortalece para o combate”.
A Igreja recomenda que os católicos participem da Santa Missa, pelo menos, aos domingos, como indica o terceiro mandamento da lei de Deus. O Catecismo da Igreja Católica diz, no número 2.181: “Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação, cometem pecado grave”.
Se você está sendo um cristão 'mais ou menos', decida-se hoje a mudar!

Voz do Pastor

A Voz do Pastor...

Abril 2011
Uma vez mais o Senhor nos convoca a segui-lo pelos caminhos da Cruz a fim de sermos por Ele mergulhados no coração mesmo do MISTÉRIO DO AMOR: a Paixão, Morte e RESSURREIÇÃO através do qual seu AMOR triunfante nos envolve e nos encoraja à conversão do coração, para uma vida nova no amor! É a cativante experiência da Páscoa da Ressurreição do Senhor Jesus.
O Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Filipenses, cap.2, coloca-nos em adoração contemplativa diante da grandiosidade deste Mistério de Amor: “Ele, sendo de condição divina, não usou de seu direito de ser tratado como Deus, mas despojou-se, tomando a forma de escravo. Tornado-se semelhante aos homens e reconhecido em seu aspecto como um homem, humilhou-se, tornando-se obediente até à morte, morte sobre um cruz. Por isso Deus o elevou soberanamente e lhe conferiu um nome que está acima de todo nome, a fim de que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre nos céus, sobre a terra e sob a terra e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai!”
Esta solene e comovente proclamação, no contexto destes dias quaresmais, que nos direcionam para a grande celebração da Páscoa da Ressurreição, abre para nós um imenso horizonte de AMOR, de uma novidade de vida, de uma total revisão das razões do nosso viver e do nosso sentir, levando-nos a buscar no mistério pascal o sentido real da nossa vida neste mundo: experimentar profundamente a maravilhosa pessoa do Senhor Jesus Ressuscitado!
O Documento de Aparecida assim nos orienta: “O mistério pascal de Jesus é o ato de obediência e amor ao Pai e de entrega por todos os seus irmãos. Com esse ato, o Messias doa plenamente aquela vida que oferecia nos caminhos e aldeias da Palestina. Por seu sacrifício voluntário, o Cordeiro de Deus oferece sua vida nas mãos do Pai (cf.Lc.23,46), que o faz salvação ‘para nós’ (1Cor.1,30). Pelo mistério pascal o Pai sela a nova aliança e gera um povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que salva!” (D.A.143)
Eis o pano de fundo de tudo o que vamos viver nos grandes e santos dias em que a Igreja proclamará solenemente a narrativa evangélica da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus.
Desde o Domingo de Ramos até à grandiosa Vigília do Sábado Santo, este AMOR infinito do Senhor por nós se desdobrará em diversas dimensões iluminadoras do nosso caminho cotidiano neste mundo: o significativo momento da Missa do Crisma, congregando os Presbíteros da Arquidiocese ao redor dos seus Bispos, para reassumirem seus compromissos sacerdotais de uma vida santa e apostólica, na presença de toda a Comunidade de fiéis; a evocação da Instituição da Santíssima Eucaristia, na Última Ceia; a adoração da Santa Cruz e a evocação do momento da morte do Senhor, ouvindo, no silêncio da fé, o eco do grito aflito: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”; e a vibrante proclamação da Ressurreição, após a bênção do fogo, sinal do Cristo Ressuscitado, seguida da Missa da Ressurreição!
Todo este itinerário espiritual nos leva a sentir ainda mais fortemente no coração, o quanto urge para todos nós, Igreja do Cristo Ressuscitado, levarmos com coragem e destemor, a LUZ DO CRISTO RESSUSCITADO a este nosso Mundo tão imerso em densas trevas, asfixiado pelo ar de morte, oprimido por um vazio de Deus que é mais trágico do que os trágicos Tsunamis da natureza... Que a Páscoa encontre nossas Famílias vigilantes, iluminadas pela presença do verdadeiro amor, proclamadoras da sacralidade da vida, dom de Deus, desde a sua concepção até ao seu término natural. Que nossos jovens, nesta Páscoa, sejam ajudados a perceber a força iluminadora do verdadeiro amor e se disponham a partir para a conquista de outros jovens ainda prisioneiros dos esquemas da violência e da morte, a fim de mergulhá-los nas águas da vida e da alegria! Vamos, nesta Páscoa, meus Irmãos e Irmãs, proclamar com vigor e com o testemunho de nossa fé, que o Cristo ressuscitou para implantar um MUNDO NOVO, um Mundo de Amor, de Justiça, de Verdade e de Fé, de fraternidade entre todos os Povos, sem guerra e sem ódios.
Assim nos ajude a intercessão da Mãe da Ressurreição, a Santíssima Virgem Maria, que foi a primeira a receber a Luz do Cristo Ressuscitado, seu Filho amado!
Feliz e santa Páscoa para todos, Páscoa de uma vida nova, cheia de Luz, de Alegria e de Paz!

Uma Igreja Jovem

Para os que afirmam que a Igreja Católica está “envelhecendo” pela ausência de jovens nas Paróquias, existem provas contundentes que demonstram exatamente o contrário. Neste sábado, 16 de abril, a Igreja celebra o Dia Mundial da Juventude e reúne milhares de jovens para professar a fé.

Nesta data, o Setor Jovem da Arquidiocese do Rio de Janeiro comemora um ano de muito trabalho. Também vale destacar que, em agosto, será realizada em Madri a Jornada Mundial da Juventude, onde o Papa se reunirá com milhões de jovens provenientes dos quatro cantos da terra para, juntos, viverem aquilo que o Sumo Pontífice define como "uma grande festa da fé".

É possível perceber que cada vez mais a juventude está articulada nas Paróquias, promovendo encontros, debates e buscando novos cristãos, seja através de seus testemunhos pessoais ou pela Internet.

Para Gustavo Ribeiro, jovem atuante na Arquidiocese do Rio, o papel da juventude que possui uma vivência na Igreja é buscar meios de tornar a comunicação mais eficiente. Segundo ele, comunicar significa levar o sentido da existência aos demais, principalmente aos jovens que precisam ser despertados sobre a importância de um encontro com Jesus.
– Os nossos amigos de escola, faculdade, trabalho ou vizinhos necessitam da verdadeira referência que é Cristo. Por isso, nossa responsabilidade de comunicar a Boa Nova é grande e essa é nossa missão. Somos quem melhor sabe fazer isso no “mundo online”. Portanto, temos que fazer com que a nossa voz ecoe o máximo possível, afirmou o jovem.

Para Thiago de França, que desde o lançamento do Setor Jovem acompanha o desenvolvimento dos trabalhos, a juventude do Rio de Janeiro hoje está bem mais articulada e em comunhão com a Igreja.

– As atividades realizadas e o crescimento espiritual, adquirido pela própria formação que temos recebido, com propostas de retiro e de celebração da fé, tem nos levado a uma formação integral que proporciona um crescimento progressivo. Também estamos trocando experiências em todas as redes sociais, e isso tem ajudado no nosso crescimento, partilhou.

Os jovens já perceberam que sua presença na Igreja e imprescindível para atrair a juventude. Anna Carolina Bayer é secretária de comunicação do Setor Jovem e acredita no poder das novas mídias para propagar a fé católica.

– A evangelização dentro da pastoral acontece na comunicação de jovem para jovem. E este  a domina e se adapta facilmente as mudanças de um mundo pós-moderno, onde a comunicação se dá através das novas mídias. Além disso, o jovem através de sua alegria e animo naturais comunica Cristo. É  ele, o jovem, elo de comunicação que necessita ser valorizado dentro de todas as instâncias de nossa Igreja, afirmou.

Até o Papa Bento XVI, ao convidar os jovens para participar da Jornada Mundial da Juventude, destacou a importância desta faixa etária. Segundo ele, a Igreja hoje necessita “da fé viva, da caridade criativa e o dinamismo da esperança dos jovens”.

O Responsável pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Carlos Sávio da Costa, acredita que os grandes eventos da juventude são importantes para que o jovem perceba que não está sozinho.
– Jovens católicos, cristãos, que têm suas dificuldades, problemas, mas que querem acertar. Ou seja, o jovem depara-se com a realidade de que não está sozinho: existem outros jovens que comungam, partilham da mesma mesa, do mesmo altar e da mesma catequese que a Igreja tem para oferecer. Isso é muito importante.
Ele ressalta que é necessário combater as vozes que têm atrapalhado a vida da juventude. Para ele, muitas pessoas falam em nome de Jesus Cristo de forma desapropriada. E acrescentou que até os próprios meios de comunicação algumas vezes são nocivos à vida do jovem, colocando conceitos errados:
– Nós precisamos “nadar contra a maré”. O jovem precisa ser forte. E nós precisamos nos unir - como juventude do Brasil - para poder atravessar esse “oceano” de tantos contravalores. E aí passa o Catolicismo, aí passa a religião, que vai dando força espiritual para que o jovem possa atravessar essas dificuldades que estão aí hoje em dia.

Voz do Pastor


Março 2011
Caríssimos Irmãos e Irmãs
Com estas palavras, verdadeiro convite amoroso do Senhor, iniciamos o grande Tempo da Quaresma, recebendo a imposição das cinzas, na quarta-feira de cinzas. A mãe Igreja convida-nos a fazer deste Tempo Quaresmal um tempo de profundo encontro da nossa pobre e frágil realidade de pecadores com a imensa Misericórdia de Deus, Pai de infinita bondade.
A parábola do filho pródigo, em Lucas 15, que devemos ler e muito meditar, ilustra de modo comovente a relação de bondade do Pai conosco seus filhos ingratos e rebeldes: a Misericórdia que tudo perdoa, tudo esquece... encorajando-nos  a buscar com ânimo e decisão uma conversão mais profunda do nosso coração para Deus e para nosso próximo. Esta conversão brota em nosso coração, em nossa vida quando procuramos os caminhos de uma “penitência interior”,  penitência que o Catecismo da Igreja Católica assim explica: “ A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma rejeição do pecado, uma aversão ao mal, uma repugnância contra as más ações que cometemos. Ao mesmo tempo, implica o desejo e o propósito de mudar de vida, na esperança da misericórdia divina e na ajuda de sua graça.”(CIC. nº 1431).
Muito mais do que práticas exteriores de penitência, o que o Senhor nos encoraja a buscar com decisão e firmeza, é a mudança do coração, mudança que o saudoso Papa Paulo VI na sua carta-encíclica sobre a penitência quaresmal fundamenta sobre dois pilares básicos: o amor a Deus e o amor ao próximo. É toda uma sincera revisão de nossos relacionamentos fraternos, familiares, profissionais, comunitários que precisa ser feita, à luz do amor a Deus.
São João, em sua 1ª Carta nos fala a este respeito com palavras bem fortes: “Se alguém disser – amo a Deus – mas odeia seu irmão é um mentiroso: pois quem não ama seu irmão a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar. E este é o mandamento que d’Ele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também seu irmão!” (1ª Jo 4,20-21)
Tais são os caminhos que o Espírito Santo de Deus nos indica no início desta Quaresma, e para cujo percurso Ele nos concede as graças do perdão e da misericórdia que devemos buscar especialmente na Confissão sacramental. Não tenhamos medo de “desnudar” completamente nossa alma pecadora diante do olhar de misericórdia do Pai, para que este olhar cauterize, com o fogo do seu amor divino, as feridas de nossos pecados, de nossas fragilidades, recompondo nela o estado de graça, o florescer das virtudes, para um vida mais santa e iluminada.
Dentro deste contexto de busca de uma vida nova em Cristo, reveste-se de um significado todo especial a celebração litúrgica da Festa de São José, esposo castíssimo da Virgem Maria. O perfil do homem justo, humilde, obediente, cheio de fé e fiel à missão que Deus lhe reservou para a proteção de Maria e de seu Divino Filho, Jesus, torna-se um referencial para nossa busca de conversão. De fato, na jornada cotidiana, nossa fraqueza espiritual provem tantas vezes de uma falta de zelo pela justiça, da falta de humildade no nosso modo de ser e de agir, da nossa arrogância e rebeldia diante de Deus, da falta de fé e de fidelidade no nosso coração. São José muito nos encoraja com seu exemplo de vida e, sem sombra de dúvida, muito intercede junto ao Senhor pela nossa conversão e mudança de vida.
Percorrendo, assim, o itinerário penitencial da Quaresma, preparemo-nos para, uma vez mais, celebrarmos com vibrante alegria a Páscoa da Ressurreição, acendendo, com nosso testemunho de vida renovada, a Luz do Cristo Ressuscitado em meio às densas trevas da modernidade relativizadora, pagã, cada vez mais tão carente de Deus! Que a Santa Mãe de Deus nos acompanhe neste caminho espiritual da busca da conversão e nos ajude a responder com amor apaixonadíssimo ao amor que seu Filho Jesus tem por nós, pobres pecadores.
+ D. Fr. Alano Maria Pena OPArcebispo Metropolitano de Niterói

Quarta-feira de Cinzas


A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma) ou quarenta e seis dias contandoos domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.





A Quarta-Feira de Cinzas

- Histórico:
A Quarta-feira de Cinzas é o início da Quaresma, dia de penitência onde nas igrejas as cinzas são impostas em nossas frontes com intuito de conversão e credo naquilo que o Senhor Nosso Deus nos pediu na Sagrada Escritura. Esta tradição teve origem no século X e as bênçãos das Cinzas (dentro da missa ou dentro de uma celebração da Palavra) se inspiram na Escritura: Gn, 3, 19 e Mc 1, 15. As cinzas significam/simbolizam a condição pecadora do homem.  O pecado é condição de morte. Cristo é sinal de vida eterna e Ressurreição.
As Cinzas são oriundas dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor, do ano anterior, seguindo um costume que se remonta ao século XII. A forma de benção faz relação a condição pecadora de quem a recebeu.
- Reflexão
Remontar e assumir a condição humana não é acatarmos face pecadora nossa, mas sim nossas limitações quando estamos longe daquilo que é de Deus. O Senhor enviou Seu filho para nos presentear com o Mistério da Redenção. Nosso pecados - por alto preço - foram pagos. Seguir pecando é desconsiderar todo este mistério e amor de Deus para conosco.

Como ser Santo? Santidade não é a fuga do mndo .

Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas. Leve Jesus para todos os lugares. Convide-O para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos curtir aqui, mas sem sermos "curtidos”. É saber que podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo. Fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade, a verdade de uma humanidade que vive a si própria na plenitude. O amor é tudo o que as pessoas procuram. Somos o que queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende muito de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice!  Vamos viver com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.  Existem muitas pessoas que pensam viver, mas, na verdade, estão fingindo. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que, para ser santos, devam deixar de viver. Não é nada disso. A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu!  É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja Católica há mais de dois mil anos e que é possível. Vamos santificar nossos namoros, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É possível! O mundo e Deus esperam isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa. Você se lembra do jovem do Evangelho que era muito rico e um dia perguntou para Jesus o que era preciso para ganhar a vida eterna? Se quiser, confira essa passagem em Mateus (19, 16-22); ele percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas, no momento da grande decisão, não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Saiu dali triste e abatido. Faltou-lhe a generosidade, o que impediu uma realização plena. O jovem fechou-se em sua riqueza, tornando-se egoísta. Não podemos desperdiçar a nossa juventude. Devemos vivê-la intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente, humanos. Sempre com a certeza de que é possível sermos santos de calça jeans.

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